Campanha anti-CLT, romantização do empreendedorismo e o papel das plataformas digitais. No programa Mercado, da revista VEJA, a apresentadora Veruska Donato entrevista a economista Carla Beni, conselheira do Corecon-SP, sobre a ofensiva contra a CLT nas redes sociais, a precarização do trabalho por aplicativo e o debate sobre responsabilidade das plataformas com seus trabalhadores.
Durante a conversa, Veruska questiona se há espaço para mudanças regulatórias que garantam proteção mínima aos trabalhadores de aplicativos, evitando que eles fiquem à margem da lei. A ideia, segundo a apresentadora, seria dividir responsabilidades hoje totalmente individuais, como INSS e aposentadoria, com as plataformas digitais.
Ao analisar a chamada campanha anti-CLT, Carla Beni afirma que o fenômeno ganhou força entre jovens nas redes sociais, onde a sigla passou a ser usada como xingamento. “Você passou a xingar alguém de CLT, como se CLT fosse sinônimo de pobreza”, diz. Para a economista, há uma contradição evidente: “Grande parte desses jovens tem pais CLT que sustentam a internet e a comida dentro de casa”.
Carla classifica o movimento como “um processo sórdido” de deslegitimação do trabalho formal e o associa diretamente à romantização do empreendedorismo. Segundo ela, vende-se a fantasia de que o indivíduo é o único responsável pelo próprio sucesso. “Empreender virou um romantismo enorme”, afirma.
A economista lembra que, no Brasil, a maioria dos trabalhadores por conta própria é de baixa qualificação, sem proteção trabalhista, empurrada para o empreendedorismo pela necessidade. Ela cita ainda dados que desmontam o discurso idealizado: cerca de 70% das pequenas empresas fecham nos três primeiros anos, em um país que convive com uma das maiores taxas reais de juros do mundo.
Para Carla, a ideia de que empreender seria uma solução mágica ignora a realidade econômica e reforça discursos como o da meritocracia, que se acoplam ao movimento de descrédito da CLT. “São fantasias que caminham juntas com esse processo de descaracterização do trabalhador formal”, conclui.
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