Com as mãos fortes e calejadas grudadas à sua carroça, a catadora de recicláveis que protagoniza “A Melhor Mãe do Mundo”, exibido em caráter especial no último Festival de Berlim, passeia pelas perigosas ruas de São Paulo, desviando dos carros, do crime e da indiferença.
A dureza da rotina de Gal, porém, passa despercebida por dois pequenos caroneiros que viajam sobre pilhas de papelão e latinhas de refrigerante. Rihanna e João Victor, seus filhos, a acompanham não num dia comum de trabalho, mas no que acreditam ser uma aventura pela capital paulista.
Mal sabem eles que aquilo é, na verdade, uma fuga. A rota da protagonista não foi traçada pensando em cooperativas ou ferros-velhos, mas com o objetivo de ir para o mais longe possível do marido, um homem charmoso e violento que, sempre que bebe, bate em Gal. O destino final é a casa de uma prima, em Itaquera, a 30 quilômetros do Centro, onde mora.
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