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Aos trancos e barrancos, políticas públicas levaram cinema brasileiro ao mundo



Maurício Meireles, repórter especial da Folha, explica como o cinema brasileiro chegou, nos últimos anos, a um patamar inédito de projeção internacional —com o Oscar de melhor filme estrangeiro para “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, em 2025, e as quatro indicações que “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, neste ano.

A reportagem mostra como o sucesso brasileiro em festivais e premiações estrangeiras é fruto de políticas públicas que, aos trancos e barrancos, atravessaram governos de diferentes posições ideológicas: da gestão Fernando Collor, que acabou com a Embrafilme nos anos 1990, mas criou a lei Rouanet, a projetos atuais em tramitação para regular os serviços de streaming.

Ao mesmo tempo em que consegue sucesso lá fora, o audiovisual brasileiro ainda vive dificuldades para consolidar um mercado interno, o que pode ser obstáculo à projeção internacional.

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