Aos 58 anos de carreira, com vasta contribuição na televisão, Stephan Nercessian, 72, também transitou algumas vezes pelo campo político – quando foi vereador e deputado federal duas vezes. Até recentemente era filiado do Cidadania. Com carreira iniciada no final dos anos 1960 no cinema, nasceu eu Cristalina (GO) – sua origem interiorana lhe rendeu agora a volta à televisão, integrando o elenco de Coração Acelerado, novela da TV Globo, para uma participação especial na pele de um rico fazendeiro. Nos últimos anos participou da série Fim (Globoplay, 2023) e, em 2025, viveu um bicheiro da alta cúpula em Os Donos do Jogo, série de sucesso da Netflix, já tendo confirmada a segunda temporada, além de Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, da HBO Max, e está gravando a quinta temporada de Arcanjo Renegado, do Globoplay. Convidado do programa semanal da coluna GENTE (disponível no canal da VEJA no Youtube, na TV Samsung Plus – canal 2059; LG – canal 126; TCL – canal 10031; e Roku – canal 221, além da versão podcast no Spotify), ele fala de música sertaneja, televisão e política.
SERTANEJO. “Mudou a música caipira, passou pelo sertanejo universitário, para a sofrência, entrou a presença feminina… Eu, por exemplo, conheço, desde as antigas, do sertanejo raiz, da dupla Tonico e Tinoco, a moda caipira, e incorporado depois a música popular. Minha grande preocupação é quando qualquer estilo de música, e o Brasil tem muitos, vem como um avalanche e sufoca as outras manifestações”.
PADRONIZAÇÃO. “O sertanejo ficou meio chato num determinado momento, porque a indústria fonográfica, a indústria da música impede o aparecimento de artistas originais em todos os setores. Você vê que o pagode está chato. Escuta o pagode hoje do Tiaguinho ao fulano, não identifica amis quem é quem. Esse é o fulano, é o Jorge Aragão, cada um com o seu estilo, é padronizado, aquela batida do pagode igual, cantando todo mundo igual, falando igual. O sertanejo ficou assim também”.
REGINA DUARTE. “Gravei com ela bastante, fiz uma novela de muito sucesso, Vale Tudo, primeira versão, eu era o motorista da Odete Roitman e convivi muito com ela nos bastidores, não só lá, como tive outras oportunidades, gostei muito da Regina e também vejo hoje (o que ela fala como) um equívoco, acho que de repente as pessoas começaram a se obrigar a estar num lado”.
SAÍDA DO PARTIDO POLÍTICO. “Eu devo sair do Cidadania, que é um partido que vem da origem do Partido Comunista, por uma série de questões. Roberto Freire voltou a ser o presidente, é meu grande amigo, mas está equivocado politicamente, está querendo levar o partido para o centrão, o que é inadmissível. Nunca mudei de partido, é o partido que mudava de nome, mas agora eu vou, provavelmente, se for por esse caminho, me desfiliar”.
DECEPÇÕES. “Estou decepcionado com a baixa intelectualidade no Brasil, a burrice e a falta de estudo acadêmico, o que levaram a uma piora em vários setores da sociedade. E um dos mais atingidos é a classe política, falta um bom debate, uma inteligência, uma discussão política mais profunda. Isso é uma crise no mundo, temos os exemplos mundiais de presidentes que sem a menor noção do cargo. Nossa classe política deu uma piorada muito grande, na minha opinião”.
NEGANDO CANDIDATURA. “Não, agora não mais (sairia candidato), muita gente me pede, me aconselha, mas não. E é bem simples. Eu não quis nunca mudar de profissão, o meu slogan quando fui duas vezes vereador e deputado federal era: ‘política com arte’. Era apaixonado pela arte da política, mas chegou um momento em que vi que tinha que me profissionalizar na política e abandonar minha carreira (artística) de vez. O político hoje é um profissional. Acaba uma eleição e já está pensando como fazer a outra. Usa todo o sistema dele para preparar a próxima candidatura, virou uma coisa que não era o meu desejo, nunca foi. Não queria deixar de ser artista, mas nunca pedi um voto a ninguém se eu não acreditasse profundamente de que seria capaz de fazer alguma coisa”.
Sobre o programa semanal da coluna GENTE. Quando: vai ao ar toda segunda-feira. Onde assistir: No canal da VEJA no Youtube, no streaming VEJA+, na TV Samsung Plus ou no canal VEJA GENTE no Spotify, na versão podcast.
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