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Brasileiro trabalha pouco? Economista desmonta o mito e aponta o verdadeiro problema.



Brasileiro trabalha pouco? Economista desmonta o mito e aponta o verdadeiro problema. No programa Mercado, da revista VEJA, a apresentadora Veruska Donato entrevista a economista Carla Beni, conselheira do Corecon-SP, sobre a ideia recorrente de que o brasileiro trabalha pouco e explica por que o problema não está nas horas trabalhadas, mas na produtividade e na formação educacional.

Questionada sobre o tema, Carla é direta: “Não é mito no sentido de ser verdade. O brasileiro não trabalha pouco”, afirma. Para ela, empresários que repetem esse discurso cometem um erro conceitual grave. “Eles confundem trabalhar com produzir”, diz, ao explicar que produtividade depende muito mais de equipamentos, tecnologia e qualificação do que da quantidade de horas trabalhadas.

A economista lembra que a produtividade resulta da combinação entre mão de obra, capital, tecnologia e recursos naturais. Quando um desses fatores falha, o resultado final é prejudicado. Um exemplo claro está no tempo de treinamento para operar máquinas: no Brasil, são em média 120 dias, contra 30 dias nos Estados Unidos, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Essa diferença, explica Carla, não está no esforço do trabalhador, mas na formação educacional. Ela chama atenção para o problema do analfabetismo funcional — quando a pessoa sabe ler e escrever, mas não consegue interpretar textos. “A falta de interpretação vai para o mercado de trabalho”, afirma, dificultando a leitura de manuais, a operação correta de máquinas e aumentando riscos de acidentes.

Carla também critica a postura de empresas que deixam de produzir manuais por presumirem que o trabalhador não vai compreender. Segundo ela, isso cria um ciclo negativo: aprendizado por repetição, menor eficiência e mais erros. “A produtividade cai, mas não porque o brasileiro trabalha pouco”, resume.

Para reforçar a comparação internacional, Carla lembra que, em muitos países europeus, o trabalhador encerra o expediente rigorosamente no horário. “Eles largavam a caneta; hoje fecham o notebook e vão embora”, diz. Ainda assim, a produtividade é maior, justamente pela combinação de educação, tecnologia e organização do trabalho.

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