Um caso recente, em que um rapaz foi abandonado por uma suposta amiga durante uma trilha no Ano Novo, provocou indignação nas redes sociais. A pergunta que dominou o debate foi direta: “você deixaria um amigo para trás numa trilha?”. Mas, fora das situações extremas, o abandono nas amizades acontece o tempo todo de forma silenciosa, cotidiana e socialmente tolerada.
É o amigo deixado bêbado numa festa, a amiga ignorada para que outra fique com alguém, a pessoa que passa mal e escuta que “sempre exagera”. Também é quem vai sendo excluído aos poucos de convites, grupos e rotinas, sem explicação. Esses gestos raramente recebem o nome de abandono. Costumam ser tratados como distração, imaturidade, “jeito de ser” ou até como exercício legítimo da autonomia individual.
Enquanto relações amorosas discutem limites, combinados e responsabilidade afetiva, as amizades parecem operar num território sem regras claras. Quando o cuidado é cobrado, vira drama. Quando o incômodo é nomeado, vira exagero. O abandono, então, se esconde atrás do discurso da liberdade: “não era minha responsabilidade”, “cada um sabe de si”. Mas até que ponto a autonomia deixa de ser escolha e passa a ser negligência? Será que cuidamos mesmo uns dos outros ou só repetimos o slogan do “ninguém solta a mão” enquanto, na prática, cada um se salva como pode?
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