A maré do autoconhecimento nunca esteve tão alta. Livros, podcasts e redes sociais repetem como um mantra moderno: “diga não”, “proteja sua paz”, “você não tem que agradar ninguém”. Cuidar da saúde mental virou prioridade – e ok, tá tudo bem. O problema é quando o discurso da autopreservação começa a erguer muros altos demais.
Olhar para dentro é fundamental, mas a convivência também exige olhar para fora. Afinal, somos seres sociais. Relacionais. A neurociência lembra que o cérebro humano é moldado para a conexão: interações positivas ativam o sistema límbico, reforçam o bem-estar e ajudam a reduzir o estresse. Mesmo quando o mundo convida ao isolamento, o afeto segue sendo combustível de sobrevivência.
O ponto de atenção está na linha tênue entre autocuidado e egoísmo. Quando a busca por bem-estar pessoal se torna absoluta, o risco é escorregar para comportamentos individualistas, com menos empatia e menos disposição para o encontro.
No Interessa, a conversa é justamente sobre esse equilíbrio delicado. Como respeitar os próprios limites sem se tornar indiferente ao outro? Para aprofundar esse debate, quem participa é a psicóloga Camila Fardin, ajudando a pensar caminhos possíveis para reaprender a conviver sem perder quem somos.
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