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Ex-chefe de Gabinete de Fuad nega atritos em transição e elogia gestão de Damião



O ex-chefe de gabinete do prefeito Fuad Noman, Daniel Messias afirmou que não houve desgaste ou atritos na transição para a gestão de Álvaro Damião (União) na Prefeitura de Belo Horizonte. Em entrevista ao Café com Política, Messias elogiou a condução do novo prefeito, avaliou a relação com a Câmara Municipal, comentou os entraves enfrentados na gestão anterior e analisou o cenário político de Minas Gerais para o próximo ano.

Questionado sobre a saída do núcleo mais próximo de Fuad Noman após a posse de Álvaro Damião, Daniel Messias negou qualquer conflito. “Em momento nenhum isso aconteceu, esse desgaste não ocorreu”, afirmou. Segundo ele, a relação com o atual prefeito sempre foi “limpa, clara e transparente”.

Messias explicou que o cargo de chefe de gabinete é essencialmente pessoal e depende de confiança direta com o prefeito. Por isso, decidiu colocá-lo à disposição logo após a morte de Fuad. “O cargo de chefe de gabinete é muito pessoal. Não basta só ter o conhecimento dos assuntos da prefeitura, você tem que ter também a confiança plena do prefeito. Tão logo o prefeito Fuad faleceu, eu coloquei o meu cargo imediatamente à disposição, porque eu sabia que era o momento em que o Álvaro precisava começar a lidar com o seu governo. É natural da administração, as trocas”, pontuou.

O ex-chefe de gabinete de Fuad garantiu que recebeu convite para permanecer, mas optou por sair. “Eu estava em outro momento da vida, foi muito desgastante o processo. Teve a campanha, depois tudo o que aconteceu, aquilo deixou um peso grande e eu preferi deixar a prefeitura para dar uma descansada. Eu valorizo muito cuidar da saúde mental”.

Ao analisar os primeiros meses da nova gestão, Messias fez uma avaliação positiva da administração municipal. “Vendo de fora, acho que ele tem se saído bem. Está tocando o que tinha para trás, o legado do Fuad, e também dando a sua cara”, analisou, citando a proposta da “Cidade do Sim” como exemplo de iniciativa própria do atual prefeito.

Para ele, é fundamental que o gestor tenha clareza de rumo. “O prefeito, quando está sentado na sua cadeira, tem que estar convicto do que ele quer, porque isso é importante para dar desempenho à gestão. E o Álvaro parece que sabe o que quer, sabe onde quer chegar. Isso é importante na gestão”, avaliou.

Messias também afirmou que Damião tem conseguido conduzir a articulação política com o Legislativo. “O Álvaro se mostrou um político habilidoso para lidar com o processo legislativo, que não é simples. A gente viu que a relação na gestão Fuad não foi muito amistosa e o Álvaro parece que está sabendo lidar bem com essa situação”, afirmou.

No campo estadual, Daniel Messias avaliou a gestão do governador Romeu Zema (Novo) como equilibrada. “A gestão do governo é muito equilibrada, é uma gestão boa, que lida bem com a administração pública e com políticas públicas”, afirmou, citando também o vice-governador Mateus Simões (PSD) como um quadro técnico. “Manter serviço público de qualidade com o Estado extremamente estrangulado não é fácil. Achar essa equação é muito difícil”, avaliou.

Sobre as críticas frequentes de Zema a governos anteriores, especialmente às gestões do PSDB, Messias disse que isso faz parte da estratégia política. “Esse é o jeito do governador. Ele entendeu que isso dá audiência, dá engajamento nas redes. É o modelo que ele escolheu”, afirmou, acrescentando que não vê ataques consistentes ao ex-governador Antônio Anastasia, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). “Sempre foi uma relação de muito respeito”, garantiu.

Ao analisar o cenário para a sucessão estadual no próximo ano, Messias afirmou que a disputa ainda está em aberto, mas aposta no crescimento de Mateus Simões. “Eu não tenho dúvida que o governador Mateus Simões vai crescer nas pesquisas, até porque tem a máquina na mão e será o governador do Estado”, disse, lembrando que o desconhecimento inicial é comum. “As pessoas comuns não estão preocupadas com eleição agora. Isso é natural. À medida que a eleição se aproxima, o nível de conhecimento aumenta”, afirmou.

Sobre o senador Cleitinho (Republicanos), Messias ponderou que “sentar na cadeira de governador é bem mais difícil”. “Não adianta apontar o buraco, você é que vai ter que resolver”, disse. Para ele, o senador pode enfrentar dificuldades para montar equipe. “É uma dificuldade que ele vai ter, mas Minas tem um corpo técnico qualificado. Ele pode usar isso. Mas ele deixa de jogar pedra e vira o principal alvo”, avaliou.

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