Exportações de café caem 50% para os EUA em agosto após tarifas, e impacto pode ser maior, alerta André Valério
O Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) reportou que as exportações do grão para os Estados Unidos despencaram 50% em agosto, mês marcado pelo início da cobrança de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros que não entraram na lista de exceções.
Segundo o economista sênior do Inter, André Valério, o dado confirma que os efeitos sobre setores expostos ao mercado americano podem ser mais graves do que o esperado.
“Definitivamente, os setores que não foram contemplados pela isenção vão sofrer bastante, especialmente café, carnes e a indústria de transformação de máquinas e equipamentos. No curto prazo, é impossível redirecionar rapidamente essas exportações para outros mercados”, afirmou em entrevista ao programa Mercado, da VEJA.
O impacto já começa a aparecer no mercado interno. Parte da produção antes voltada para os EUA está sendo absorvida dentro do Brasil, pressionando os preços para baixo.
Apesar disso, Valério ressalta que há alternativas no médio prazo. A diplomacia brasileira vinha atuando antes mesmo das tarifas para abrir novos mercados:
Japão, que ampliou compras tanto de café quanto de carne;
China, que aumentou importações de proteína animal.
Essas novas rotas podem compensar parcialmente a perda americana.
O economista acrescenta ainda que há uma chance de recuo parcial das tarifas por parte dos EUA:
“Já se começam a ver sinais de inflação americana por conta das tarifas. Essa pressão interna pode amolecer a posição do governo e levar à inclusão de novos itens brasileiros na lista de isentos.”
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