O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que elaborou e aprovou a famosa Lei da Ficha Limpa, tem uma tese para explicar por que o Congresso, na terça-feira, aprovou na calada da noite um projeto tão impopular como o que estabeleceu a possibilidade de aumentos salariais acima do teto para servidores públicos incorporando o que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino chamou de penduricalhos. Para o MCCE, a Câmara encontrou – somando o poder que ganhou de destinação de emendas orçamentárias ao complicado modelo de eleição proporcional com lista aberta – um modo de eleger seus deputados que independe da vontade popular estabelecida pelo voto. O modelo faz com que o dinheiro orçamentário azeite as engrenagens em cada base para fazer com que sejam eleitos exatamente aqueles que os partidos desejam, que geralmente são os mesmos que já são deputados. Não é por outra razão que a reeleição de deputados já ultrapassa mais de 60% e pode chegar a 80% nas eleições de outubro. Com tamanha certeza de reeleição, o deputado cada vez mais se lixa para a opinião pública. É o que explica Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.
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