É curioso. Grande parte do discurso da direita baseia-se na necessidade de enfrentar com mais rigor a criminalidade, uma vez que a segurança pública seria hoje o maior problema da sociedade brasileira. Mas, ao propor um projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos antidemocráticos, incluindo aí o ex-presidente Jair Bolsonaro, o segmento abre brechas que beneficiarão todos os criminosos do país. Um dos pontos do PL da Dosimetria, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e aprovado na Câmara, facilita a chamada progressão de pena, as ações que um criminoso pode fazer para reduzir seu tempo em regime fechado. Segundo o próprio Paulinho da Força, isso faria com que o tempo de prisão fechada de Bolsonaro ficasse em torno de dois anos e alguns meses. Mas essa mesma possibilidade de redução do tempo de prisão, na forma como o projeto foi escrito, beneficiaria quem está preso por crimes sexuais ou de corrupção, entre outros. Por conta disso, o Senado sinaliza que vai modificar o projeto, o que impediria que ele viesse a valer ainda este ano. É o que explica Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.
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