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Lula usa o mundo como palanque? José Benedito explica a estratégia



Lula usa discurso de multilateralismo para se contrapor a Trump e fazer campanha “permanente”, diz José Benedito.
No Ponto de Vista, o editor de Política da revista VEJA analisa como o presidente critica “rituais vazios” nas cúpulas regionais, defende integração latino-americana, ataca o protecionismo e aposta em pragmatismo para projetar liderança no exterior — com olho nos dividendos eleitorais.

No programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, da revista VEJA, José Benedito destrincha os pontos centrais do discurso de Lula: crítica ao esvaziamento de blocos e cúpulas da região, chamado por integração regional com capacidade de reação a intervenções e a tentativa de vender a América Latina e o Caribe como um polo com força econômica — energia, terras raras e potencial de comércio.

Para José Benedito, o eixo do discurso é claro: “essa questão do multilateralismo é central”. Ele avalia que Lula tem lastro para sustentar essa bandeira e, ao mesmo tempo, usa o tema para fazer contraposição a Donald Trump. No pacote, entram também a crítica ao “ressurgimento do protecionismo” e a defesa da ampliação de mercados e mecanismos de comércio — pauta que o governo tenta transformar em vitrine.

Ao falar de “autonomia” e “autodeterminação”, José Benedito chama atenção para o uso político do conceito. “é um coringa”, diz ele, que Lula aciona conforme o tema — como no caso da Venezuela — e nem sempre aplica com a mesma régua, citando a Ucrânia como exemplo de controvérsia na postura do governo.

O editor da VEJA também observa que a Venezuela, ao contrário do que se imaginava, não virou prioridade da política externa do presidente: Lula menciona a autodeterminação, mas evita iniciativas mais contundentes. E destaca duas palavras usadas pelo presidente que ajudam a entender a estratégia: “pragmatismo” e a promessa de não colocar ideologia acima da convivência internacional — ainda que isso, segundo ele, nem sempre se confirme na prática.

No fechamento, José Benedito encaixa o discurso externo no momento interno: Lula, diz ele, está em “campanha permanente”. “Ele tem circulado muito pelo país, anunciado programas sociais e obras… e essa peregrinação internacional também faz parte dessa campanha”, afirma, ao apontar a busca por soft power e por uma imagem positiva que possa render dividendos eleitorais.

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