No mês passado, o governo do presidente Lula retirou o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).
A decisão gerou uma avalanche de críticas, do governo de Israel à Confederação Israelita do Brasil (Conib), que viu no ato um “retrocesso moral”.
Professor do programa de História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador de antissemitismo da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, onde fez mestrado e já deu aulas, Michel Gherman diz que “acusar Lula antissemita” por causa da decisão é um “absurdo”.
Gherman, que é judeu, critica duramente a entidade, a quem acusa de ser usada por “um lobby evangélico, branco e de direita” que adota definições de antissemitismo que visam criminalizar críticas a Israel e silenciar a mídia e intelectuais em todo o mundo.
“Transformar a maior liderança política da história do Brasil em alguém que odeia os judeus pode interessar a muita gente. Mas não interessa aos judeus do Brasil. É um erro”, afirma.
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