O verão mal começou e já mostrou a que veio: calor intenso, férias, festas, encontros, muita proximidade… e, claro, beijos. Nesse clima mais “caloroso”, algumas infecções também encontram o cenário perfeito para circular: é o caso da mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como doença do beijo.
Transmitida principalmente pela saliva, a mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e pode passar despercebida em ambientes de contato próximo: baladas, copos compartilhados, beijos, academias e até o uso comum de objetos contaminados por secreções. O detalhe que complica tudo é o tempo de incubação: os sintomas podem levar de 4 a 8 semanas para aparecer. Quando surgem febre alta, dor intensa de garganta e cansaço extremo, a pessoa geralmente não faz ideia de quando ou mesmo como se infectou. Durante esse período silencioso, o vírus já pode ser transmitido.
Apesar de geralmente evoluir bem, quando não reconhecida ou tratada adequadamente, a mononucleose pode, sim, evoluir para quadros mais graves, como ruptura do baço, meningite, encefalite e até síndrome de Guillain-Barré.
A mononucleose é altamente contagiosa e exige atenção, diagnóstico correto e descanso. Por isso é o tema do Interessa desta segundona, dia 05 – a primeira do nosso ano de 2026!
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