Casos recentes de violência envolvendo jovens reacenderam o debate sobre educação familiar e responsabilidade social no país. Dados do IBGE mostram que crianças e adolescentes representam 14,1% da população brasileira — mais de 28 milhões de pessoas. O grupo está cada vez mais presente em ocorrências de grande repercussão, como a agressão que levou à morte de um adolescente no DF e o espancamento de um cachorro em Florianópolis (SC), ambos com jovens entre os envolvidos.
Especialistas apontam que comportamentos violentos refletem falhas no diálogo, na imposição de limites e na presença familiar. Para o doutor em educação Francisco Thiago, dizer “não” também é educar. “O aprendizado de regras e da convivência social começa em casa. Limite não é autoritarismo, é cuidado”, afirma. Ele destaca que a escola pode complementar a formação, mas não substituir a família, e alerta que a omissão e a falta de responsabilização contribuem para a repetição da violência entre jovens.
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